Suspeito de matar mulher a facadas em Rio Preto se entrega
Homem suspeito de matar a esposa a facadas no Parque da Cidadania se entrega à polícia em Mirassol; ele já havia sido condenado por outro feminicídio em Pitangueiras.
Ilustração gerada por IA Homem investigado por feminicídio no Parque da Cidadania se apresentou à polícia em Mirassol um dia após o crime
Um homem apontado como autor da morte da esposa a facadas em São José do Rio Preto se entregou à polícia na noite de quinta-feira, 22 de outubro, na delegacia de Mirassol. Ele era procurado desde a véspera, quando a vítima, uma mulher de 51 anos, foi morta dentro de casa, no bairro Parque da Cidadania, na zona norte da cidade.
Segundo o Diário da Região, o suspeito se apresentou após uma longa negociação conduzida pela delegada responsável pelo caso. Uma equipe da Polícia Civil de Rio Preto foi até Mirassol para buscá-lo e o conduziu a uma delegacia de Rio Preto, onde prestou depoimento.
O crime aconteceu na tarde de quarta-feira, 21 de outubro, após uma discussão entre o casal. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, a vítima havia acompanhado a filha a uma consulta médica da neta e não atendeu a uma ligação do marido, o que teria motivado a briga que terminou em morte. A vítima foi atingida por golpes de faca na região do tórax e não resistiu, apesar do atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Uma filha adolescente da vítima estava na residência no momento do ataque e presenciou parte da cena, segundo relatos repassados à Polícia Militar. Após o crime, o suspeito fugiu a pé, o que levou a Justiça a decretar a prisão preventiva a pedido da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto, responsável pela investigação.
Condenação anterior por outro feminicídio
O suspeito já havia sido condenado por matar outra mulher. Em dezembro de 2016, ele confessou ter matado a então namorada, de 18 anos, em Pitangueiras, cidade do interior paulista. Na ocasião, ele também se apresentou espontaneamente à polícia e indicou aos agentes onde estava o corpo da vítima, deixado em uma área de mata.
Em setembro de 2018, foi condenado em júri popular a 24 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. A pena foi posteriormente reduzida para 14 anos após recurso ao Superior Tribunal de Justiça. Ele cumpriu pouco mais de sete anos em regime fechado e obteve liberdade condicional em 15 de janeiro deste ano, menos de dez meses antes do novo crime.
Vítima desconhecia passado do marido
Segundo a delegada Dálice Ceron, da DDM de Rio Preto, a vítima do crime mais recente desconhecia que o companheiro já havia sido condenado por feminicídio. Em declaração à imprensa, a delegada afirmou que o crime foi motivado por ciúme excessivo e por restrições que o suspeito impunha à vítima quanto ao uso de redes sociais.
De acordo com o Informa Noroeste, a delegada relatou que a discussão que antecedeu a morte teve relação direta com a ligação não atendida pela vítima. As circunstâncias completas do crime ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
O caso chama atenção para falhas na proteção de vítimas de violência doméstica mesmo quando o agressor tem histórico de feminicídio. Para moradores da região, o episódio reforça a importância de canais de denúncia como o 180 e o 190 em situações de ameaça ou relacionamento abusivo.
Serviço
- Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José do Rio Preto
- Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo telefone 180 ou pelo 190, em caso de emergência
Com informações de Diário da Região, Informa Noroeste, Gazeta de Rio Preto, Diário da Região – liberdade condicional. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.



