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Rio Preto

Filhotes de onça-parda deixam Rio Preto para zoo de Garça

Filhotes de onça-parda resgatados em Monte Aprazível deixam o Zoobotânico de Rio Preto após quase um ano de cuidados e seguem para o Zoológico de Garça.

Redação Jornal de Rio Preto 23 de setembro de 2026, 17h50

Após quase um ano de cuidados no Zoobotânico Municipal, dupla resgatada em canavial de Monte Aprazível será transferida para instituição do interior paulista

Dois filhotes de onça-parda que estavam sob cuidados do Zoobotânico Municipal de São José do Rio Preto desde outubro de 2025 serão transferidos para o Zoológico de Garça, no interior de São Paulo. A informação foi divulgada pela Prefeitura de São José do Rio Preto, que detalhou o processo de recuperação dos animais ao longo de quase um ano.

Os dois exemplares, um macho e uma fêmea, foram encontrados por funcionários de uma usina após a colheita de um canavial na zona rural de Monte Aprazível. Na ocasião, tinham entre três e cinco semanas de vida e pesavam cerca de 850 gramas cada.

Segundo a Prefeitura, nos primeiros meses os filhotes precisaram de acompanhamento praticamente contínuo da equipe do Zoobotânico, com mamadeiras a cada duas horas, inclusive durante a madrugada, e uso de fórmula láctea substitutiva do leite materno. Os animais também eram mantidos em ambiente protegido, com cobertores para auxiliar na manutenção da temperatura corporal, e recebiam estímulos para eliminação de urina e fezes, reproduzindo cuidados maternos dentro das possibilidades do manejo humano.

Com o crescimento, a alimentação foi sendo adaptada. Atualmente os dois recebem carne uma vez ao dia, às 16h, em quantidade aproximada de 1,2 quilo por animal. A fêmea, que chegou com 852 gramas, está com 30,5 quilos, enquanto o macho, que pesava 848 gramas, atingiu 39,8 quilos.

De acordo com a Prefeitura, o retorno dos animais à natureza não é indicado, já que foram separados da mãe ainda muito jovens e não tiveram oportunidade de aprender comportamentos essenciais à sobrevivência em ambiente natural, como caça e reconhecimento de território.

Papel dos zoológicos

A médica-veterinária do Zoobotânico, Natasha Fujii Ando, afirmou que a soltura é sempre o objetivo principal quando tecnicamente viável e segura. Quando isso não é possível, são buscadas alternativas que garantam qualidade de vida, como a permanência no plantel ou a transferência para outras instituições.

A gestora do Zoobotânico, Camila Pacifico Sparvoli, destacou que a transferência marca o encerramento de um ciclo de cuidados e o início de uma nova etapa para os animais, que seguirão recebendo acompanhamento compatível com sua fase de desenvolvimento no novo destino.

O processo de autorização da transferência é acompanhado pela Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e pelo Núcleo de Gestão Faunística (Gefau), segundo a Prefeitura.

Para os moradores de São José do Rio Preto e região, o caso reforça o papel do Zoobotânico Municipal como referência no acolhimento de animais silvestres resgatados na região, incluindo municípios vizinhos como Monte Aprazível. A unidade, mantida pela Prefeitura, segue disponível para visitação e funciona também como espaço de recebimento de fauna silvestre encontrada em situação de risco na região de Rio Preto.


Com informações e imagem de Prefeitura de Rio Preto (reserva). Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do Jornal de Rio Preto, conforme nossa Política Editorial.

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