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Economia

Dólar chega a R$ 5,22 e é o maior valor desde março

Dólar fecha em R$ 5,22, maior valor desde março, em meio à alta dos juros americanos e tensões com o Irã; entenda o impacto para Rio Preto e região.

Redação Jornal de Rio Preto 29 de setembro de 2026, 12h06

Moeda subiu 0,83% nesta segunda-feira (28) em meio à alta dos juros nos EUA e tensões envolvendo Irã; Ibovespa cai pelo quarto pregão seguido

O dólar fechou cotado a R$ 5,226 nesta segunda-feira (28), alta de 0,83% frente ao pregão anterior, atingindo o maior valor de fechamento desde 30 de março. A informação é da Agência Brasil, que aponta o movimento como reflexo de um dia de instabilidade nos mercados internacionais.

A valorização da moeda estadunidense ocorreu em meio à aversão ao risco no exterior, à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. O rendimento do Treasury de dez anos fechou em 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira (25), o que tende a estimular a saída de capitais de países emergentes, incluindo o Brasil.

Para o morador de São José do Rio Preto e região, a alta do dólar tem efeito direto no bolso: produtos importados, insumos agrícolas cotados em moeda estrangeira, peças e equipamentos usados por empresas locais e viagens internacionais tendem a ficar mais caros. Comerciantes e consumidores da cidade que dependem de mercadorias importadas ou de matéria-prima atrelada à cotação da moeda podem sentir reajustes nos preços já nas próximas semanas, à medida que os contratos forem repactuados.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,26% no mesmo pregão, aos 182.991,13 pontos, marcando a quarta queda consecutiva. Mesmo assim, o índice ainda acumula alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano. A queda acompanhou o desempenho negativo das bolsas em Nova York, onde o S&P 500 caiu 0,77% no dia.

No mercado de commodities, o petróleo fechou em alta, mas com ganhos reduzidos ao longo do pregão. O barril do tipo Brent subiu 0,40%, para US$ 97,83, enquanto o WTI avançou 0,21%, para US$ 92,60. A oscilação foi influenciada pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pelas dificuldades para normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz. A retomada do bombeamento pela Arábia Saudita em um de seus oleodutos, com fluxo estimado em 3,5 milhões de barris por dia, e a reabertura de carregamentos no porto de Yanbu ajudaram a conter parte da alta.

Segundo o Banco Central, o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões no mesmo período. Já o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, manteve a projeção para o dólar no fim do ano em R$ 5,20. A estimativa de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, e a previsão para 2027 passou de 4,30% para 4,31%.

No cenário político, as atenções também estiveram voltadas para as eleições presidenciais, sem que as pesquisas divulgadas ao longo do dia tenham alterado o quadro de disputa acirrada, conforme registrado pela Agência Brasil.

Com informações e imagem de Agência Brasil — Economia. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.

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