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Economia

Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,20 com tensão externa

Dólar fecha em alta de 0,47% e se aproxima de R$ 5,20 nesta quinta-feira (24), em dia de queda na Bolsa e forte valorização do petróleo.

Redação Jornal de Rio Preto 25 de setembro de 2026, 00h52

Moeda fechou em alta de 0,47% nesta quinta-feira (24), enquanto Ibovespa recuou quase 1% em dia de aversão a risco nos mercados

O dólar comercial fechou nesta quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, com alta de 0,47%, no maior patamar desde o fim de agosto, segundo dados divulgados pela Agência Brasil. A moeda começou o dia em R$ 5,16 e chegou a R$ 5,202 na máxima da sessão, por volta das 15h. No mês, o dólar acumula alta de 0,26%, mas ainda mantém queda de 5,39% no ano.

O movimento acompanhou a valorização do dólar no exterior, impulsionada pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O papel de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, ante 5,114% na véspera, atingindo o maior nível desde 2007. Taxas mais altas nos títulos americanos tendem a estimular a saída de capital de países emergentes, como o Brasil.

A Bolsa de Valores de São Paulo também recuou no dia. O Ibovespa encerrou em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%, após oscilar entre a máxima de 186.211,43 pontos e a mínima de 183.834,97 pontos. O resultado refletiu a piora do ambiente para ativos de risco em mercados emergentes, além das novas projeções fiscais divulgadas pelo governo federal.

Atuação do Banco Central

Segundo a reportagem, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha nesta quinta-feira, mecanismo que aumenta a oferta de moeda estrangeira no mercado. Na véspera, a autarquia havia informado que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18.

O Banco Central também revisou as projeções para a economia brasileira: a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 2% para 1,8%, com previsão de expansão de 1,4% para 2027. Já os Ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, mas elevaram a previsão de déficit efetivo para 2026 para R$ 80,9 bilhões.

Petróleo em alta

O petróleo teve forte valorização no dia, em meio às incertezas sobre negociações entre Estados Unidos e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte da commodity. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60, acumulando alta superior a 18% no mês. O WTI avançou 2,65%, a US$ 94,61 por barril.

O que muda para quem mora em Rio Preto e região

A alta do dólar tende a impactar diretamente o bolso de moradores de São José do Rio Preto e da região, especialmente produtores rurais que dependem de insumos importados, comerciantes que trabalham com produtos importados e famílias que planejam viagens internacionais. A valorização do petróleo também pode pressionar os preços de combustíveis nos postos da cidade nas próximas semanas, já que o Brent é referência para o cálculo de reajustes no mercado interno.

Com informações e imagem de Agência Brasil — Economia. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.

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