Unidade funcionará na Redentora com jornada ampliada para até 490 alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I
A Prefeitura de São José do Rio Preto anunciou nesta segunda-feira, dia 21, a criação da primeira Escola Municipal Cívico-Militar da cidade, com previsão de início das atividades no ano letivo de 2027. O anúncio foi feito pelo prefeito Coronel Fábio Candido durante visita à obra da unidade, que fica na região da Redentora e está em fase final de construção, segundo o Portal da Prefeitura de Rio Preto.
O projeto será implantado na Escola Municipal Professora Doutora Maria Dalva Silva Pagotto e terá capacidade para 490 alunos, sendo 240 vagas para a Educação Infantil, incluindo cerca de 40 bebês, e 250 para o Ensino Fundamental I em jornada ampliada. A denominação e a localização da unidade constam de projeto encaminhado pelo Município à Câmara Municipal.
De acordo com a Prefeitura, a escola continuará sendo pública, gratuita e integrante da Rede Municipal de Ensino, com a gestão pedagógica sob responsabilidade integral da Secretaria Municipal de Educação. Currículo, planejamento, avaliação da aprendizagem, matrícula, Educação Especial e o Projeto Político-Pedagógico permanecem sob controle da pasta.
O que muda para famílias de Rio Preto e região
A nova unidade representa uma opção adicional de vaga para famílias da região da Redentora e entorno que buscam creche e ensino fundamental com jornada ampliada dentro da rede pública municipal. A ampliação de vagas para bebês atende a uma demanda por creche na região, segundo o prefeito. Os critérios definitivos de matrícula ainda serão divulgados pela Secretaria Municipal de Educação antes da abertura das inscrições, e o planejamento não prevê seleção de alunos por notas, desempenho ou comportamento.
A proposta pedagógica prevê uma equipe cívico-disciplinar com atuação complementar, sem hierarquia sobre os professores e sem poder de interferir no conteúdo pedagógico. Segundo a Prefeitura, não haverá treinamento operacional ou conteúdo bélico, e profissionais com experiência anterior em forças de segurança atuarão em função civil e educacional, após formação específica sobre infância, Estatuto da Criança e do Adolescente, inclusão e prevenção ao bullying.
A secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri, afirmou que a jornada ampliada busca oferecer mais tempo para aprendizagem, convivência e desenvolvimento dos alunos, mantendo a gestão pedagógica integralmente com a Secretaria. Segundo ela, a equipe complementar deve acrescentar ferramentas de organização, cidadania e responsabilidade ao cotidiano escolar, sem substituir o trabalho dos professores.
O documento da Prefeitura também garante que alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras necessidades específicas continuarão com os mesmos direitos e apoios já existentes na Rede Municipal, com as adaptações necessárias. Práticas como castigos físicos, exercícios como punição ou exposição depreciativa não serão admitidas.
Até o início das aulas, a Prefeitura deverá concluir etapas administrativas e pedagógicas, como regulamentação, organização da jornada, formação de equipes, matrículas e preparação da estrutura física. A contratação da estrutura complementar do projeto ocorrerá por meio de procedimento público, com a entidade selecionada responsável pelas atribuições definidas em instrumento de parceria, enquanto a gestão, fiscalização e acompanhamento de resultados permanecem com o Município.
Com informações e imagem de Prefeitura de Rio Preto (reserva). Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do Jornal de Rio Preto, conforme nossa Política Editorial.