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Economia

Aquicultura em águas da União tem recorde em 2025

Produção de aquicultura em águas da União soma 179,6 mil toneladas em 2025, com São Paulo na liderança nacional, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Redação Jornal de Rio Preto 4 de novembro de 2026, 17h27

São Paulo lidera produção nacional com 64,5 mil toneladas, em atividade que soma 179,6 mil toneladas no país

A aquicultura praticada em águas da União atingiu em 2025 o maior volume da série histórica iniciada em 2019, com 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos produzidos, alta de 20,9% em relação ao ano anterior. Os dados são do Ministério da Pesca e Aquicultura e foram divulgados pela Agência Brasil.

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A atividade movimentou R$ 1,47 bilhão em Valor Bruto da Produção e gerou 4.239 postos de trabalho no país ao longo do ano. São Paulo se destacou como o estado com maior produção entre todos os que utilizam águas sob domínio federal para cultivo aquático.

São Paulo é o maior produtor do país

Entre os estados brasileiros, São Paulo ocupou a primeira posição no ranking de produção em águas da União, com 64,5 mil toneladas produzidas em 2025. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 30 mil toneladas, seguido do Paraná, com 18 mil toneladas. Pernambuco, Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina completam a lista dos estados com maior volume produzido.

A Região Sudeste foi responsável por 94,8 mil toneladas, volume que representa mais da metade de toda a produção nacional da atividade. Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte completam o ranking regional, nessa ordem, com volumes decrescentes de produção.

Para municípios do interior paulista, como São José do Rio Preto e região, que têm rios, represas e reservatórios de hidrelétricas em seu entorno, o resultado indica o peso do estado nesse tipo de atividade produtiva, que depende de autorização federal para uso de áreas aquáticas públicas e pode representar fonte de renda para produtores que atuam nessas águas.

Como funciona a aquicultura em águas da União

A aquicultura em águas da União consiste na criação de peixes, moluscos, algas e outros organismos aquáticos em áreas de domínio federal, como reservatórios de hidrelétricas, grandes rios e trechos marinhos cedidos para cultivo. A modalidade se diferencia da produção feita em viveiros, açudes e represas particulares, pois exige autorização do governo federal para a exploração desses espaços públicos.

O número de contratos vigentes para utilização dessas águas cresceu de 1.422, em 2024, para 1.551, em 2025, segundo o levantamento do Ministério da Pesca e Aquicultura, o que indica expansão da atividade no período.

Tilápia do Nilo domina a produção

A piscicultura continental respondeu por 94,5% de toda a produção em águas da União, somando 169,8 mil toneladas. A malacocultura, voltada ao cultivo de moluscos, produziu 8,8 mil toneladas, enquanto a algicultura somou cerca de 997 toneladas no período.

A tilápia do Nilo foi a espécie de maior destaque, com aproximadamente 168 mil toneladas produzidas, volume que corresponde à maior parte de toda a produção aquícola registrada em águas da União no ano.

Perfil dos produtores do setor

O levantamento também traçou o perfil de quem atua na atividade. Cerca de 79% dos produtores em águas da União são homens, enquanto 21% são mulheres. Quanto à escolaridade, predominam cessionários com ensino médio completo, que somam 24,1% do total, seguidos por produtores com ensino superior completo, com participação de 15,2%. Segundo o boletim, 26,64% dos produtores não informaram o nível de escolaridade.

O Ministério da Pesca e Aquicultura destacou que os resultados reforçam o potencial da atividade para ampliar a oferta de pescado no país, gerar emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento regional.

Com informações e imagem de Agência Brasil — Economia. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.

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