PF mira esquema de R$ 460 milhões em Rio Preto e região
PF deflagra Operação Dux em Rio Preto e região contra esquema de contrabando e lavagem de dinheiro de R$ 460 milhões
Operação Dux cumpre 36 mandados, prende três pessoas e apreende 28 veículos por suspeita de contrabando e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 20 de outubro, a Operação Dux, voltada ao combate de uma rede suspeita de contrabando de eletrônicos importados, comércio ilegal de anabolizantes e lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, o esquema teria movimentado mais de R$ 460 milhões.
A ação foi autorizada pela Justiça Federal e mobilizou cerca de 130 policiais federais para cumprir 36 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do interior paulista: São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto.
Prisões e veículos apreendidos
Até a conclusão das diligências, três pessoas haviam sido presas em flagrante e 28 veículos foram apreendidos em uma garagem usada pelo grupo investigado, entre eles um Porsche 911 Carrera Cabriolet. Um dos mandados foi cumprido em uma loja de carros localizada na avenida Philadelpho Gouveia Neto, em Rio Preto.
Além dos automóveis, os policiais recolheram celulares novos, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, armas, drogas e medicamentos usados para emagrecimento, incluindo substâncias anabolizantes. Entre os itens apreendidos também havia um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Federal, a rede clandestina se dedicava à importação irregular de produtos eletrônicos, com destaque para aparelhos celulares, que eram comercializados em lojas físicas, feiras e plataformas digitais. A investigação identificou quatro núcleos de atuação do grupo: importação pela fronteira, logística e armazenamento das mercadorias, divulgação e vendas, e lavagem e ocultação de dinheiro.
Para disfarçar a origem dos recursos, o grupo recorria a empresas de fachada e a pessoas sem capacidade financeira compatível com os valores movimentados, conhecidas como laranjas. Em nota, a Polícia Federal afirmou que o grupo utilizava empresas e pessoas sem capacidade econômica compatível com as operações para movimentar recursos sem lastro e para ocultar o patrimônio dos reais proprietários
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Decisão judicial e próximos passos
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão e a suspensão de perfis em redes sociais usados para vender os eletrônicos ligados ao esquema.
Conforme a participação de cada um no esquema, os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que a análise do material apreendido deve ajudar a identificar outros possíveis envolvidos, fornecedores e beneficiários das operações financeiras.
Repercussão para a região
A operação reforça a atuação da Justiça Federal de São José do Rio Preto no combate a crimes financeiros que têm impacto direto na economia local, já que parte das diligências ocorreu em endereços residenciais e comerciais da cidade, incluindo condomínios e uma revenda de veículos. O caso também expõe a utilização de Rio Preto como polo de armazenamento e comercialização de produtos contrabandeados na região noroeste paulista.
Serviço
- Operação: Dux, deflagrada em 20 de outubro de 2026
- Cidades alvo: São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca
- Mandados cumpridos: 36, com cerca de 130 policiais federais mobilizados
- Resultado parcial: três presos em flagrante e 28 veículos apreendidos
- Valor investigado: mais de R$ 460 milhões em movimentações suspeitas
Com informações de Gazeta do Povo, Diário da Região, Bnews, Agência Brasil. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.



