Preso por suspeita de ‘rachadinha’, vereador renuncia à presidência da Câmara de Olímpia
Vereador Flávio Olmos renuncia à presidência da Câmara de Olímpia após prisão por suspeita de rachadinha e pede afastamento do mandato por 120 dias.
Flávio Olmos (PP) também pediu afastamento do mandato por 120 dias, quatro dias após ser preso na Operação Caixa Frio
O vereador Flávio Augusto Olmos, do PP, renunciou à presidência da Câmara Municipal de Olímpia na tarde de segunda-feira, 19 de outubro. A decisão foi tomada quatro dias depois de ele ser preso durante uma operação da Polícia Civil que apura um suposto esquema de desvio de salários de assessores, prática conhecida como “rachadinha”.
Além de deixar o comando do Legislativo, o parlamentar solicitou afastamento do próprio mandato de vereador pelo prazo de 120 dias. A renúncia à presidência e o pedido de licença foram protocolados juntos, mas são medidas distintas: uma trata do fim da gestão à frente da Mesa Diretora, e a outra da interrupção temporária das atividades parlamentares, que ainda depende de votação em plenário.
Como a Câmara recebeu os pedidos
A Mesa Diretora da Câmara confirmou o recebimento dos dois documentos e informou, em nota, que vai adotar as providências necessárias para a escolha de um novo presidente, seguindo a legislação municipal e o Regimento Interno da Casa. Com a renúncia, Olmos deixa o comando do Legislativo, mas continua na condição de vereador, ao menos até que o plenário decida sobre o pedido de afastamento.
Prisão na Operação Caixa Frio
Olmos foi preso na quinta-feira, 15 de outubro, durante a Operação Caixa Frio, deflagrada pela Polícia Civil de Barretos. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em investigação sobre os crimes de peculato e associação criminosa. Além do presidente da Câmara, três assessores ligados ao Legislativo também tiveram prisão temporária decretada pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou cerca de três meses antes da operação, depois que o Ministério Público recebeu informações sobre um suposto esquema de devolução de parte dos salários de servidores comissionados vinculados ao gabinete do parlamentar.
Investigação e defesa
Antes da prisão, o caso já havia sido levado à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, após um requerimento de outro vereador da Casa pedindo o afastamento de Olmos da presidência em razão da suspeita. Na ocasião, Olmos negou as acusações.
A defesa do parlamentar chegou a classificar a prisão como ilegal, e uma audiência de custódia realizada no dia seguinte à operação manteve a prisão temporária dos quatro investigados.
O que o caso representa para a região
Olímpia integra a região de São José do Rio Preto e é um dos principais polos turísticos do interior paulista, o que amplia a repercussão de casos envolvendo a gestão pública do município. A investigação sobre o esquema de rachadinha no Legislativo municipal é acompanhada de perto por moradores da cidade e da região, à espera da conclusão dos trabalhos da Comissão de Ética e do desfecho do processo judicial que apura os crimes de peculato e associação criminosa.
Serviço
- Vereador: Flávio Augusto Olmos (PP)
- Cargo deixado: presidência da Câmara Municipal de Olímpia
- Data da renúncia: 19 de outubro de 2026
- Pedido adicional: afastamento do mandato de vereador por 120 dias, a depender de votação do plenário
- Operação policial: Caixa Frio, deflagrada em 15 de outubro pela Polícia Civil de Barretos
Com informações de Diário da Região, Cidadão Net, Leonardo Concon. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.



