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Economia

Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 com tensão global

Dólar fecha a R$ 5,224 nesta quinta-feira (1º) em meio a tensões no Oriente Médio e alta do petróleo; entenda o impacto para Rio Preto e região.

Redação Jornal de Rio Preto 1 de outubro de 2026, 23h45

Moeda americana avançou quase 1% nesta quinta-feira (1º) após alta do petróleo e tensões no Oriente Médio; Ibovespa fechou em alta

O dólar comercial fechou nesta quinta-feira (1º) cotado a R$ 5,224, com alta de 0,97% em relação ao real, segundo dados divulgados pela Agência Brasil. A valorização da moeda americana ocorreu em meio a um cenário de aversão ao risco no mercado internacional, provocado pelas tensões no Oriente Médio e pela disparada do preço do petróleo.

Gráfica Rio Preto

Ao longo do dia, a cotação variou entre uma mínima de R$ 5,169, registrada às 9h40, e uma máxima de R$ 5,240, por volta das 14h. Apesar da alta do dia, o dólar acumula queda de 4,83% no ano. O movimento de valorização acompanhou o desempenho da moeda americana no exterior, com o índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subindo 0,58%, a 102,040 pontos.

Impacto para quem vive em Rio Preto

A alta do dólar tende a afetar diretamente o bolso de moradores de São José do Rio Preto e região que dependem de produtos importados, viagens internacionais ou compras em moeda estrangeira, já que a valorização da divisa encarece esses itens. Empresas locais que importam insumos ou equipamentos também podem sentir reflexos nos custos de produção, o que pode se traduzir em reajustes de preços ao consumidor final nos próximos meses. Já para produtores rurais da região, que exportam commodities, a cotação mais alta do dólar pode representar ganhos na comercialização internacional.

Na bolsa de valores, o Ibovespa fechou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, beneficiadas pela forte valorização do petróleo. O resultado veio mesmo com a cautela dos investidores diante do cenário externo e da proximidade do primeiro turno das eleições. O índice encerrou setembro com alta de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano, com volume financeiro de R$ 26 bilhões nesta quinta-feira.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou em alta de 0,19%, enquanto o mercado também monitorava o comportamento dos títulos do Tesouro americano e os efeitos da alta do petróleo sobre as expectativas de inflação e juros.

Petróleo dispara

O petróleo tipo Brent, referência para negociações internacionais, subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31 o barril. Já o WTI, do Texas, avançou 2,71%, encerrando a US$ 92,87. A alta se intensificou à tarde, após informações sobre deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e novas incertezas envolvendo o conflito com o Irã.

O mercado também acompanhou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia, diante de preocupações com a oferta global de combustíveis. A China, por sua vez, suspendeu exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação, segundo a Agência Brasil, que citou informações da Reuters.

Com informações e imagem de Agência Brasil — Economia. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.

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