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Economia

Petrobras bate recorde de valor após achado no Amapá

Petrobras atinge valor de mercado recorde de R$ 700 bilhões após descoberta de petróleo no Amapá, enquanto MPF pede suspensão de licença ambiental na região.

Redação Jornal de Rio Preto 3 de outubro de 2026, 14h48

Ações da estatal subiram após nova descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, enquanto MPF pede suspensão de licença ambiental

A Petrobras encerrou o pregão de sexta-feira (2) na B3 com valor de mercado de R$ 700,08 bilhões, o maior já registrado pela companhia, segundo informou a própria estatal. O novo patamar veio após o anúncio de uma descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.

Gráfica Rio Preto

Em apenas um dia de negociação, a empresa agregou R$ 20,9 bilhões ao valor de mercado. As ações preferenciais subiram 2,81% e as ordinárias avançaram 3,25%, de acordo com dados da Bolsa de Valores de São Paulo.

Em coletiva de imprensa na sexta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a segunda descoberta no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, reforça a expectativa de abertura de uma nova fronteira exploratória no país.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, medida que combina petróleo e gás natural.

Quarto recorde do ano

Este é o quarto recorde de valor de mercado alcançado pela Petrobras em 2026. Anteriormente, a companhia havia atingido R$ 692,35 bilhões em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões em 14 de abril e R$ 677,24 bilhões em 30 de março.

Segundo a Petrobras, de janeiro a setembro deste ano a soma da valorização de mercado com os proventos distribuídos, como dividendos e juros sobre capital próprio, resultou em geração de valor de cerca de 185% em dólar, patamar superior ao de outras grandes petroleiras como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP.

Questionamento ambiental

Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) protocolou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) um novo pedido de suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para exploração na bacia da Foz do Amazonas. O órgão solicita a paralisação imediata de atividades de perfuração e testes no bloco marítimo FZA-M-59.

O MPF cita como argumento um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar, ocorrido em janeiro durante operação de uma sonda, além da ausência de consulta prévia a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, direito previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para moradores de São José do Rio Preto e região que possuem ações da Petrobras, diretamente ou por meio de fundos de investimento e planos de previdência privada, a valorização recorde da estatal pode representar ganhos nas carteiras. Investidores interessados em acompanhar a cotação das ações PETR3 e PETR4 podem consultar corretoras e plataformas de investimento que operam na cidade, já que o desempenho da companhia influencia diretamente fundos de ações e índices referenciados na B3 amplamente utilizados por correntistas de bancos e cooperativas de crédito locais.

Com informações e imagem de Agência Brasil — Economia. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.

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